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Sociolab Fundaj 2021/2022 - A escola que temos e a escola que queremos

Atualizado: 22 de mai. de 2023



Essa edição do Sociolab se propôs a investigar os anseios e as expectativas das juventudes sobre a escola pública, ao comparar a realidade escolar atual da EREM Professor Cândido Duarte e as expectativas dos estudantes para a escola no futuro. A pesquisa se desenvolveu ao longo do segundo semestre de 2021 e do primeiro semestre de 2022, abordando temas como infraestrutura, atividades pedagógicas e perfil do alunado.


O objetivo pedagógico do projeto foi trabalhar com os jovens o reconhecimento do papel da escola. Ao longo desta edição, foram realizadas atividades para o desenvolvimento dos letramentos científico, digital e artístico dos bolsistas.


Em sua primeira fase, foi realizada pesquisa quantitativa a fim de esboçar um retrato socioeconômico e cultural do corpo de estudantes da escola, utilizando como instrumento um questionário com o uso da plataforma Google Forms. Com a ferramenta utilizada na pesquisa quantitativa, os bolsistas puderam elaborar questões e categorias de acordo com as finalidades da pesquisa, se preocupar com o tratamento dos dados e o problema ético ao adequar as perguntas às respostas de acordo com a coerência ao contexto escolar e ao perfil dos respondentes gerando, com isso, uma amostra representativa do universo investigado.



Na pesquisa qualitativa, a iniciação foi conduzida para a construção de narrativas textuais e visuais (storytelling) sobre os territórios pesquisados, a criação de trajetos de sua moradia até a escola, o mapeamento de abrangência da área de influência da escola possibilitando uma dimensão da comunidade escolar. Nesta fase, a equipe multiHlab sugeriu aplicar técnicas de cartografia social para visualização espacial da abrangência dos locais de moradia dos estudantes. Utilizamos para isso a ferramenta Projeto na plataforma online Google Earth.


Além das reuniões e oficinas que ajudaram nos resultados da pesquisa reveladores sobre a diversidade regional e sociocultural dos alunos da escola bem como na tendência de mudança gradual de perfil do aluno da escola pública, esta edição também contou com intercâmbio cultural remoto com a escola Yacoub El Mansour, do Marrocos, e a realização de intervenção escolar para comunicar os dados da pesquisa e engajar todos os atores da comunidade escolar em prol do pertencimento e reconhecimento coletivo.


No primeiro caso, foi produzido um vídeo com a gravação de poemas autorais e consagrados de poeta pernambucano pelas bolsistas para a Jornada Mundial de Poesia que propiciou um projeto transatlântico de educação intercultural com respeito à convivência multicultural e étnica, mobilizando diferentes linguagens para uma aprendizagem múltipla nas Ciências Sociais.


Na segunda etapa da linguagem cartográfica, foi importante a criação de narrativas afetivas sobre os territórios com a intervenção de mural representado no gráfico radial da comunidade escolar e a instalação artística que a reproduziu tridimensionalmente para uma maior aproximação e relação entre alunos e escola de maneira lúdica e interativa.



As contribuições pedagógicas para o ensino-aprendizagem dessa edição evidencia que o aprendizado científico pode ser replicado a partir de possibilidades lúdicas e interdisciplinares permeados pelos saberes das Humanidades Digitais, com um maior protagonismo dos estudantes em suas vivências escolares e no estreitamento da relação aluno-escola para que o conhecimento teórico produzido com a coleta de dados possa ser compartilhada e ressignificada na prática escolar pelos estudantes no seu fazer científico, com as interfaces de plataformas digitais e materiais audiovisuais para explicar o processo e os resultados de pesquisa.




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